Thursday, July 23, 1998

Edmundo: escalações / nike no dia-a-dia

"Assim que eu soube que ia jogar, perguntei o que eu iria dizer para a imprensa. Eles me disseram para esperar o final do jogo, mas que não comentasse o ataque.
(...)
Era uma decisão difícil. Ponha-se no lugar dele, o cara chega, começa a colocar as meias, trocar de roupa, diz que está bem. Ficou difícil deixá-lo de fora. O Ronaldinho jogou porque quis, porque disse que estava bem, ninguém o forçou a nada (...) Foi muito sério. Cheguei a achar que ele pudesse morrer. Umas três horas depois, quando o Ronaldinho desceu para o lanche, não entendia a razão de todo mundo olhar para ele meio estranho. É que para ele não tinha acontecido nada."
(...)
"Logo de cara, percebi que era carta fora do baralho. Por mais que me esforçasse, não tinha chances de jogar" (Edmundo)
- - - - - -
A presença da Nike no dia-a-dia da equipe durante o Mundial era "muito grande. Eles conversavam bastante com os jogadores que tinham sob contrato e com o pessoal da comissão técnica." (Edmundo)

Segundo Edmundo, a atuação da Nike, durante a campanha do Brasil na França, lembrava a da Parmalat, empresa que patrocina o Palmeiras, em relação ao clube paulista.

O lateral-direito Zé Carlos, do São Paulo, que enfrentou a Holanda pelas semifinais, confirmou que representantes da Nike chegaram a conversar com jogadores que não tinham contrato com a empresa sobre possível patrocínio pessoal.

"Nunca houve a presença de qualquer representante da Nike nas preleções. Só estavam presentes os jogadores, a comissão técnica e, às vezes, o presidente Ricardo Teixeira." (Américo Faria)